segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Os dias vão sem te levar

Quando decidi começar a escrever aqui, fi-lo sabendo que não o iria fazer todos os dias. Fazer um post diário, como fiz no outro o ano passado, é algo que não queria - de todo - repetir. Mas queria - e quero - escrever com alguma regularidade. Não me vou impor nada, todavia. Sempre que sentir que tenho algo válido para dizer, virei aqui. 
Eu sei que nestes primeiros posts acabei por escrever de uma forma mais… vá… brejeira, sobre sexo, mas que se foda - sempre fui directo nestas coisas. Todos sabemos que palavras vamos acabar por usar, porquê preâmbulos e puritanismos da tanga? Não, lamento. Quando falar sobre sexo, serei sempre assim. Mas relativamente a este ponto, não deixa de haver uma correlação entre o que escrevo e o que bebo. Não necessito do álcool para me desinibir, de modo algum, mas sei que me leva a pensar em coisas que normalmente… nem por isso penso.
Sendo brutalmente honesto, não penso em sexo com tanta frequência e tanto afinco quanto isso. Desde que fodi com a Carina pela última vez que não sinto um desejo avassalador pelo corpo de alguém. Não significa isto que não o deseje, nem que não sinta falta, mas tenho vivido bem sem isso. E até me dei a um certo luxo de recusar a possibilidade de ter companhia - possivelmente até uma relação - há um par de anos atrás. As janelas de oportunidade abriram-se nesse sentido, e bastava ter dado um passo em frente. Não quis. Não achei que fosse a coisa certa a fazer, não achei que fosse ser bom. Na altura não estava certo se saberia exactamente o porquê, mas estes últimos meses fizeram-me perceber justamente o porquê.
Na altura em que ainda usava intensamente as redes sociais, de vez em quando falava com uma ex minha, a Eunice. Que paixão tive por ela, isto quando a conheci há uns 20 anos atrás, e pensei durante anos que ela era a minha mulher ideal. Andámos a flirtar durante anos, mas o timing nunca foi o certo. Até o dia em que aconteceu ser o timing certo, e quando nos conhecemos… foi uma desilusão. Ouve, ela é uma míuda belíssima, com um par de mamas descomunal, e é maravilhosa na cama. Foi com ela a única pessoa com quem, e do nada, de um momento para o outro, estávamos a foder a um canto qualquer numa rua, por vezes durante o dia, ás vezes até em espaços públicos. Mas não passava disso para mim, a paixão que julgava nutrir por ela não estava lá, embora eu soubesse que ela estava caída por mim. Não é para me vangloriar, é um facto apenas - ela disse-mo muitas vezes. Mas ao menos mantivemos uma relação de amizade depois disso, e quando falava com ela nestes últimos anos e lhe dizia que já não fodia há anos… ela não conseguia entender como é que eu era capaz. Dizia-me ela que seria incapaz de o fazer, e bem sei o quão saudável aquela libido é. E eu acho que nunca lhe consegui oferecer uma explicação que fosse plausível, pelo menos, sei lá… que fizesse sentido? Não sei. Como é que explica a alguém que não se pensa em sexo? E atenção, não sou assexual, longe disso… para mim, como me vim a aperceber nestes últimos meses, é algo inteiramente diferente. Não é que eu não queira foder, não é que eu não pense em foder… porque quero, e porque penso, mas fui sempre demasiado covarde para admitir a verdade. Eu quero foder contigo, Sofia, eu quero a tua cona, e a tua boca, e o teu cú, e sabes porquê? Porque tu - tu - TU! - foste e serás a única pessoa para mim. Estar dentro de ti fazia-me sentir em casa - tu eras a minha casa, o teu corpo e o meu eram uma alquimia de carne e prazer e amor. E a verdade é que estas coisas acontecem apenas uma vez - se tivermos muita sorte - na nossa vida.
Sabes, estou aqui deitado no meu quarto, na cama onde fodemos tantas vezes, e penso em ti. Lembras-te quando sentavas essa tua cona na minha boca, a minha língua a entrar dentro de ti, tu tão molhada que escorrias pelo meu queixo abaixo? Que bem sabias. Sabias ao paraíso, eras para mim o néctar dos deuses. Quis beber de ti para sempre. Nunca deixei de o querer. Nunca deixarei. É-me impossível, é uma anátema á minha alma. Fomos feitos um para o outro. Infelizmente não foi é nesta vida. 

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