Eu sei que nestes primeiros posts acabei por escrever de uma forma mais… vá… brejeira, sobre sexo, mas que se foda - sempre fui directo nestas coisas. Todos sabemos que palavras vamos acabar por usar, porquê preâmbulos e puritanismos da tanga? Não, lamento. Quando falar sobre sexo, serei sempre assim. Mas relativamente a este ponto, não deixa de haver uma correlação entre o que escrevo e o que bebo. Não necessito do álcool para me desinibir, de modo algum, mas sei que me leva a pensar em coisas que normalmente… nem por isso penso.
Sendo brutalmente honesto, não penso em sexo com tanta frequência e tanto afinco quanto isso. Desde que fodi com a Carina pela última vez que não sinto um desejo avassalador pelo corpo de alguém. Não significa isto que não o deseje, nem que não sinta falta, mas tenho vivido bem sem isso. E até me dei a um certo luxo de recusar a possibilidade de ter companhia - possivelmente até uma relação - há um par de anos atrás. As janelas de oportunidade abriram-se nesse sentido, e bastava ter dado um passo em frente. Não quis. Não achei que fosse a coisa certa a fazer, não achei que fosse ser bom. Na altura não estava certo se saberia exactamente o porquê, mas estes últimos meses fizeram-me perceber justamente o porquê.
Na altura em que ainda usava intensamente as redes sociais, de vez em quando falava com uma ex minha, a Eunice. Que paixão tive por ela, isto quando a conheci há uns 20 anos atrás, e pensei durante anos que ela era a minha mulher ideal. Andámos a flirtar durante anos, mas o timing nunca foi o certo. Até o dia em que aconteceu ser o timing certo, e quando nos conhecemos… foi uma desilusão. Ouve, ela é uma míuda belíssima, com um par de mamas descomunal, e é maravilhosa na cama. Foi com ela a única pessoa com quem, e do nada, de um momento para o outro, estávamos a foder a um canto qualquer numa rua, por vezes durante o dia, ás vezes até em espaços públicos. Mas não passava disso para mim, a paixão que julgava nutrir por ela não estava lá, embora eu soubesse que ela estava caída por mim. Não é para me vangloriar, é um facto apenas - ela disse-mo muitas vezes. Mas ao menos mantivemos uma relação de amizade depois disso, e quando falava com ela nestes últimos anos e lhe dizia que já não fodia há anos… ela não conseguia entender como é que eu era capaz. Dizia-me ela que seria incapaz de o fazer, e bem sei o quão saudável aquela libido é. E eu acho que nunca lhe consegui oferecer uma explicação que fosse plausível, pelo menos, sei lá… que fizesse sentido? Não sei. Como é que explica a alguém que não se pensa em sexo? E atenção, não sou assexual, longe disso… para mim, como me vim a aperceber nestes últimos meses, é algo inteiramente diferente. Não é que eu não queira foder, não é que eu não pense em foder… porque quero, e porque penso, mas fui sempre demasiado covarde para admitir a verdade. Eu quero foder contigo, Sofia, eu quero a tua cona, e a tua boca, e o teu cú, e sabes porquê? Porque tu - tu - TU! - foste e serás a única pessoa para mim. Estar dentro de ti fazia-me sentir em casa - tu eras a minha casa, o teu corpo e o meu eram uma alquimia de carne e prazer e amor. E a verdade é que estas coisas acontecem apenas uma vez - se tivermos muita sorte - na nossa vida.
Sabes, estou aqui deitado no meu quarto, na cama onde fodemos tantas vezes, e penso em ti. Lembras-te quando sentavas essa tua cona na minha boca, a minha língua a entrar dentro de ti, tu tão molhada que escorrias pelo meu queixo abaixo? Que bem sabias. Sabias ao paraíso, eras para mim o néctar dos deuses. Quis beber de ti para sempre. Nunca deixei de o querer. Nunca deixarei. É-me impossível, é uma anátema á minha alma. Fomos feitos um para o outro. Infelizmente não foi é nesta vida.
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