Escrevo na mensagem que tem a imagem, que a menina que está ao meu colo é a minha filha, e que ela me salvou a vida. Tu respondes com um smiley e perguntas como se chama ela. E eu disse-te que lhe dei o nome da pessoa que mais amei em toda a minha vida. Disse-te que se chamava Sophie. Respondeste-me novamente com um smiley, e não voltámos mais a falar.
Acordo de madrugada, ouço a chuva a cair lá fora. Está frio, e aconhego-me um pouco mais. Ouço ao longe o distante ruído de um trovão, mas não dei por nenhum relâmpago iluminar os céus. Não consigo voltar a dormir, e isso irrita-me. Sinto-me cansado, mas não consigo ficar na cama. Apetece-me falar contigo. Pego no telemóvel e quase cedo. Quase te mando uma mensagem. Quase te conto esta história. Dou por mim a abanar a cabeça, a negar esse gesto a mim mesmo. Não posso. És feliz sem mim, sem a minha presença na tua vida. Já me ensinei a não querer tanta coisa. Tanta mesmo. Mas não consigo ensinar-me a não pensar em ti. A não amar-te. E deveria ser fácil, não é? Se tu o conseguiste, porque não eu? É fácil, não é? Tão fácil quanto pedir ao sol para não queimar. É fácil.
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