Estou cansado de pensar em foder-te. Apetece-me percorrer o teu corpo com os meus dedos, levar o sabor da tua cona na ponta da minha língua, e beijar-te, beijar-te com uma insaciável fome pelo infinito.
Estou cansado de te ver em todo o lado. O teu nome assombra-me, leio-o e ouço-o onde quer que vá, onde quer que esteja. Apetece-me ver-te num sítio apenas, ao meu lado, e o teu nome a luz que alumia a minha alma.
Estou cansado de silêncio. Apetece-me ouvir todos os sons que o universo produz, todas as palavras, todas as melodias, todas as tua vozes, todos os teus gemidos, todos os teus choros, todas as tuas alegrias.
Estou cansado, tão, tão cansado. Cansado de precisar de um abraço, de um beijo, de um toque de um gesto… que não virá mais. E eu não sei como resolver este cansaço. Oh, saber, sei, sei até de várias maneiras. Mas uma não tenho coragem de voltar a tentar, e a outra… a outra é desligar-me de tudo, desaparecer, passar os meus dias longe de tudo, longe de ti, noutro lugar. Para sempre, sempre.
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